segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Problemas do Casal Não São Problemas dos Filhos

Por Enfermeira Soninha Silva


Os papéis mais comuns dentro de uma família são os de casal e as relações de pais e filhos. E apesar de conectados, não devem prejudicar um ao outro. Quando marido e mulher se desentendem, divorciados ou não, o ideal é que suas relações de família não se percam, pois não há motivos para envolver os filhos. É preciso separar os papeis e manter o clima saudável para as crianças, pois merecem respeito e não tem nada a ver com isso. A honestidade é o melhor caminho para a tranquilidade dos filhos.  Se a mãe não concorda com a autorização do pai, não devem expressar essa discordância na frente da criança.  O ideal é que o casal entre em comum acordo, equilibre a decisão para poder dar a resposta.  Os pais são a referência na vida dos filhos na fase infantil. Tanto que para tudo o que fazem, questionam aos pais, ou observam se os pais estão prestando a atenção neles. Os dois precisam ter papeis igualitários para que os filhos sintam firmeza e união de seus responsáveis.

Para que os filhos possam ser felizes, não deve levar problemas que eles não têm competência para resolver, caso envolva as crianças nesses conflitos, a tendência é elas se sentirem culpadas. Mas não precisa deixar de falar diretamente com os filhos, que percebem e sentem o que está acontecendo.  Nessa hora cabe aos pais, saber filtrar até que ponto eles devem participar, sem criar sobrecargas desnecessárias, tendo uma conversa franca e equilibrada sobre qualquer situação. Esse tipo de postura permitirá que as crianças cresçam com mais maturidade e preparo para os desafios da vida.

Porém quando o casal deixa que a emoção fale mais alto, aumenta a dificuldade em manter a harmonia no lar. Caso isso ocorra, é importante lembrar que sempre é possível recomeçar. Seja através de terapias, para o casal, individual e até mesmo para as próprias crianças, evitando assim que seus filhos cheguem à adolescência ou fase adulta sem traumas e com equilíbrio.


quarta-feira, 27 de maio de 2020

Tratamento com Laser auxilia na amamentação

As feridas nos mamilos são um verdadeiro pesadelo na vida de muitas mães que recém iniciaram o processo do aleitamento materno. Há poucos anos o uso do laser entrou em cena para auxiliar nessa luta, como um tratamento inovador que vai auxiliar a mãe a viver esse momento mágico, sem dor. O tratamento deverá ser realizado por uma profissional especializada com laser de baixa intensidade, ou laserterapia. A aceleração da cicatrização da ferida é um dos principais objetivos da aplicação do laser. Há vários tipos de ferimentos . Cada um deve ser manipulado de uma forma específica por profissional devidamente capacitada. Por isso é importante ter referências sobre a qualificação de quem faz uso desse recurso. Quando avalio que o laser deve ser indicado nos meus atendimentos em consultoria de amamentação , encaminho para a colega enfermeira Neonatal e especialista em laserterapia, Mega capacitada, Solange Camilo a Sol do @solamamentarevida que atualmente coordena o Hospital e Maternidade Ilha na grande Florianópolis para que possa avaliar a real necessidade, e o número de aplicações que permitirão o restabelecimento da amamentação. Sendo assim, a laserterapia entra como coadjuvante nos tratamentos de feridas mamilares por promover a aceleração de cicatrização e controle da dor.
Por enfermeira Soninha Silva 

Maio Branco: Campanha de doação de Leite Humano – Coren/SC - Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina

Maio Branco: Campanha de doação de Leite Humano – Coren/SC - Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina: Maio é o mês das mães e também o mês de destaque para o incentivo a Doação de Leite Humano. O reforço na ações é garantido inclusive por lei. A Lei nº 0237.9-2019 institui em Santa Catarina o mês “Maio Branco”, que visa incentivar mulheres que amamentam a

quinta-feira, 14 de maio de 2020

DESMAME



Durante os primeiros 6 meses de vida do bebê  convém dar só peito. E durante os próximos 6 meses seguintes ( ou mais,  se a mãe quiser ) peito mais outros alimentos. A amamentação é um rico processo de entrosamento entre duas pessoas, uma que amamenta e a outra que é amamentada, reflete em geral a harmonia ou desarmonia na relação entre a mãe e o bebê. É uma situação rica em sensações tanto para a mãe quanto para o bebê. Depois do corte do cordão umbilical, o desmame é a primeira separação significativa entre mãe e filho.  Algumas mães podem se sentirem tristes, abaladas e culpadas. O luto é mais sentido em nutrizes que vêem a amamentação como um vincula forte com a criança, sem essa ligação, elas se sentem desconectadas do filho.  Mas a partir de certo momento é necessário que essa relação incestuosa cesse para que a criança surja como sujeito e se torne mais autônoma, sendo essa também uma decisão consciente e de amor, tomada pela mãe, para o bem do seu filho.  Quando a amamentação é coadjuvante de um vínculo bem constituído e saudável, tanto o bebê quanto a mãe são capazes de suportar as dores dessa separação, que é essencial para crescimento da criança, a cada passo que ela dá a deixando crescer, conforme cada fase da sua vida. Eventuais dificuldades demandam atenção e cuidado profissionais.

Enfermeira Soninha Silva