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quinta-feira, 2 de março de 2017
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Nascer tem hora certa, não hora marcada
Modernamente,
a mulher vive um papel em que passa a ter o direito sobre si própria Atualmente
a mulher busca a autonomia no campo da reprodução, e os métodos contraceptivos
tornaram-se um grande aliado, pois separaram o sexo da reprodução permitindo,
assim, a escolha do número de filhos. O
mundo ocidental é regido pela economia e pela racionalização do tempo, que por
sua vez, influencia o nosso modo de vida. Dessa forma, o processo do próprio
nascimento, culturalmente, também se modificou. Em todas as culturas, ao longo
da história, as mulheres foram assistidas durante sua gestação e parto. Porém, o poder de decisão ficava com a mulher
ou sua família. Por isso, é importante ressaltar que é da responsabilidade de
nós profissionais da saúde orientarmos a mulher no período gestacional sobre suas
dúvidas e modificações corporais e prepará-la para um parto normal, desfazendo
seus temores culturais. A humanização do parto em nosso país está sendo
proposta como modelo pelo próprio Ministério da Saúde, resgatando o parto
natural. Nessa estratégia não se deseja abolir as tecnologias alcançadas para
auxiliar a mulher nesse processo, porém, não transformar rotineiramente um
fenômeno natural em medicalizado ou cirúrgico. Esta filosofia deve
redimensionar nossa forma de conduzir as gestantes e acolher as parturientes
respeitando nelas o caminho da natureza.
O
nascimento pode e deve, sempre que possível e sem criar riscos, acontecer da
maneira que uma mulher deseje, tanto do ponto de vista físico quanto emocional.
O ambiente deverá ter, sem dúvida, todo suporte técnico e vigilância, mas a
atmosfera deverá ser segura, "familiar", calorosa, carinhosa e
alegre. O nascimento é uma vivência única e pode representar a maior
experiência criativa na vida de
É
nossa tarefa enquanto profissionais de saúde, entender que o parto é um
processo irreversível, cuja fisiologia deve ser respeitada, acompanhada com
atenção e responsabilidade, compreendendo as ansiedades e expectativas de cada
mulher grávida, intervindo apenas quando houverem indicativos comprovados,
baseados em evidências científicas para sua aplicação. Só assim criaremos as
condições para restabelecer a naturalidade do parto, sem as desnecessárias
distorções que ainda são cometidas pela medicina institucionalizada e que podem
levar a profundas repercussões desfavoráveis para mãe e feto. Como enfermeira
obstetra e mãe, entendo que o conceito de parto humanizado, que defendo há anos,
envolve obrigatoriamente o processo que se inicia desde quando a mulher sabe
que está grávida, se estende por toda a gestação, atendendo com amplo respeito
a fisiologia do trabalho de parto, eliminando todas as práticas rotineiras
claramente prejudiciais ou ineficazes que eram adotadas no parto normal, até
alcançar o momento soberano da acolhida do bebê.
Soninha
Silva- Enfermeira obstetra coren-SC
383.225
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
“Bico de Silicone” - Qual é a função do bico de silicone? Mas será que ele ajuda?
Teoricamente ele foi criado para
melhorar os ferimentos, como se fosse um anteparo uma capa protetora, para
diminuir o machucado. Em algumas situações que eu atendo, o bico de silicone
piora a situação, não tem resolvido. Infelizmente quando vou atender a mãe, na
maioria dos casos, ela já está usando o bico de silicone e muitas vezes ele
piora os machucados e o bebê se acostuma com a facilidade do bico do silicone
no céu da boca e não aprende a mamar como deveria.
Porém a causa dos mamilos feridos é porque o
bebê está pegando errado no seio materno e para o ferimento mamilar o bico de
silicone pode piorar a situação. O bebê
deve mamar na aréola, pois com o intermediário de silicone ele vai mamar a borracha, como se
fosse um leite drenando num bico de mamadeira e acabará fazendo confusão de
bico, pois o bico de silicone encosta direto no céu da boca e também
contribuirá para a diminuição da produção de leite materno. Sendo assim ele pode perder a capacidade de busca na mamada, não aprende a mamar, e o
distanciamento de pegar a aréola é maior ainda, pois quanto mais bico e menos
aréola pior a mamada.
Estes intermediários também são
grande fonte de contaminação nos mamilos e das mamas por conta da má
higienização e favorece ainda mais as fissuras, ingurgitamento mamário,
bloqueio de ducto, predispondo a mãe a uma mastite, tendo em vista que com o bico de silicone
o bebê terá que exercer mais força para sugar e não consegue escostar totalmente
a mama. Além disso, o bebê pode perder peso, não ter prazer na amamentação,
pela dificuldade, e recusar mamar diretamente na mama, e o tão incentivo
contato pele a pele fica comprometido. Sem contar que a mãe terá que usar o intermediário e higienizá-lo toda vez que for amamentar.
Em situações especiais (bico
pequeno, invertido, semi-invertido, fissura mamiliar...) idealmente deverá ter
acompanhamento de um profissional especializado na área para uma orientação
adequada.
Quanto mais esse bebê for
apresentado a mamadeira, chupeta, bico
silicone mais ele perde a capacidade de busca para mamar no seio materno
de forma adequada “ na aréola”e mais dificuldade ele terá de fazer a pega
correta.
Por enfermeira Soninha Silva
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Feliz daquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina ( Cora Coralina)
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Perfuração de Orelha de Criança Recém-Nascida
Muitas
mamães me procuram para perfuração de orelhas em bebês, indico a técnica de enfermagem
Ioná que é uma pessoa capacitada
na qual eu treinei para realizar essa atividade, se você tiver interesse basta
ligar para o telefone (48)
99114-1538 e agendar
atendimento a domicílio.
Dicas
de saúde - Furar a orelha da bebê: Como? Quando?
A
Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permite que o procedimento
seja feito com aparelhos específicos e descartáveis, fora dos Hospitais por conta
do risco de infecção . O ideal é não furar logo após o nascimento. O correto é
fazer o procedimento quando a criança tem aproximadamente dois meses, período
que coincide com a realização das primeiras vacinas e quando a pele está menos
sensível.
Ao
esperar o tempo adequado, os pais minimizam os riscos. Após o procedimento,
deve-se fazer a limpeza da área com álcool 70% todos os dias durante seis
semanas, olhar sempre atrás da orelha para verificar se há algum sangramento ou
infecção, pois pode existir alergia de contato.
Quando
os pais optarem por utilizar o próprio brinco, o ideal é que se dê preferência
para os de ouro maciço ou aço inoxidável, que são hipoalergênicos. Vale
ressaltar que se houver algum tipo de infecção após o procedimento, o brinco
deve ser retirado, a região lavada e o pediatra da criança deve ser procurado.
O
profissional que cobra em média R$ 120 faz a perfuração com brincos trazidos pelos
pais, geralmente de ouro. Acho que utilizar o brinco é menos agressivo, sempre
perfurei com o próprio brinco.
Enfermeira Soninha Silva
MENSAGEM ÀS MÃES QUE NÃO CONSEGUIRAM AMAMENTAR…OU AINDA LUTAM
O leite humano não é
produzido apenas nas mamas, mas também na cabeça da mulher, ou seja: há muitos
fatores envolvidos em uma amamentação bem-sucedida, (muitos psicológicos - neuropsicológico).
A amamentação não
é automática. Ela não é inata ou instintiva nos mamíferos humanos. É instintiva
no cachorro, na girafa, no golfinho...
A amamentação não é fácil,
se fosse fácil, não precisariam de campanhas, cursos, livros, consultoras
especialistas na área...
Por isso que me especializei
nessa área e dou cursos para orientar e preparar os casais para a chegada e
cuidados com o seu bebê e também atender e acolher a mãe, o pai e o bebê
durante o processo da alimentação do bebê até os primeiro ano de vida da
criança.
Existem
fatores psicológicos que acabam fazendo com que a mulher não consiga
amamentar. Eu costumo dizer que o leite não é produzido apenas nas mamas. Ele é
produzido na cabeça também. Para haver o reflexo de descida do leite, tem que
haver a ativação da ocitocina. A ocitocina é o hormônio da ejeção, do trabalho
de parto, e que contrai as células musculares que ejetam o leite. Se a mãe
estiver com dor, aflita, com baixa autoestima, sem apoio, disfunção hormonal, não
há liberação da ocitocina. Por isso que eu digo que a amamentação é um ato
psicossomático complexo. “Não é simples”.
Muitas
mulheres sentem dificuldades ao amamentar?
Não é para sentir dor, não é
para sangrar, não é para causar fissura, não e para sofrer. Existem orientações de
técnicas para ajudar a mãe a conseguir oferecer o leite para o bebê mesmo diante
das dificuldades, porém não depende só dela esse esforço, terá que ter garantida
a ajuda do pai ou de um familiar. Além de ter que amamentar e cuidar do seu
bebê a mãe ainda enfrenta o desafio da recuperação pós-parto na qual está
retornando ao estado pré-gravídico, ou seja, está com seu físico e emocional
ainda abalados.
Seja qual for à razão, não
amamentar pode trazer muita frustração e insegurança às mães bem intencionadas
e que sonhavam com essa prática. É um desejo legítimo e inato, quase uma
extensão da gravidez, nutrir seu filho do seu próprio corpo. Mas quando isso não
for possível, é preciso reconhecer a possibilidade e os avanços que existem à
disposição e confiar nos profissionais de saúde que acompanham o
desenvolvimento da criança.
A amamentação é algo que não
deve ser forçado, pelo familiar e muito menos pelo profissional de saúde e devemos
ajudar essa mãe e esse bebê a aprender a amamentar e ser amamentado. Devemos ouvir essa mulher, ela é a
protagonista, ela é que está sentindo a dor, e a gente deve respeitá-la
profundamente sem nenhum juízo moral. Nós temos que apoiá-la nessa decisão e
respeitar os limites dela. Se a mãe não puder amamentar, recomendamos que ela,
quando está dando a mamadeira, abrace muito esse bebê, tenha muito contato pele
a pele com seu filho, que o pegue no colo, que o olhe nos olhos durante esse
momento, assim como poderá ter a possibilidade de estabelecer uma amamentação
mista.
Vale ressaltar que é muito
importante a atuação do profissional com especialidade teórica e prática, na
fase da amamentação, pois a mãe necessita adquirir conhecimentos sobre os
aspectos biológicos, sociais e psicológicos que a norteiam nesta fase tão
única.
Portanto mamãe não sinta
culpa, esteja o mais presente possível na vida de seu bebê e siga tranquila.
Pressão e culpas não ajudam em nada na hora de cuidar de um bebê, ao contrário,
trazem ansiedade e tensão, e os pequeninos são muito sensíveis ao estado
emocional de suas mamães. Saiba que você está fazendo o melhor que pode da
melhor forma possível, procurando inclusive ajuda profissional para aprender
esse processo da amamentação e tudo...
Tudo
estará bem.
Por enfermeira Soninha Silva
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