quarta-feira, 17 de agosto de 2016

INTRODUÇÃO DE ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR A PARTIR DOS SEIS MESES DE IDADE DA CRIANÇA


Por enfermeira Soninha Silva
A idade ideal para a introdução de alimentos complementares é a partir do sexto mês de vida. Na fase de 4 a 6 meses a criança está preparada para iniciar o consumo de alimentos de consistência semissólida ou pastosa. Na fase de 6 a 12 meses aparecem os primeiros dentinhos, o que facilita a mastigação. Com a evolução dos movimentos de mastigação a criança é capaz de levar os alimentos com a língua até os dentes de trás e de fechar os lábios com a retirada da colher, tenta alimentar-se com as mãos, utiliza o indicador e o polegar para pegar os alimentos e levá-lo à boca. A cada fase as funções digestivas e renais apresentam melhora.
Os alimentos devem ser introduzidos de modo lento e gradual, com refeições simples e servidos em pequenas quantidades. O ideal é a introdução de um alimento novo, separadamente, isto é, um de cada vez, mantendo-se o intervalo de três dias entre uma introdução e outra.
Esquema para introdução de alimentos no primeiro ano de vida:
Até o 6º mês: leite materno exclusivo
Do 6º ao 24º mês: leite materno complementado com alimentos sólidos
No 6º mês: Frutas (amassadas ou raspadas) Primeira papa de refeição principal (amassada)
Frutas: Servir d forma variada; Dê preferência às frutas cítricas, pois ajudam na absorção do ferro. De início, devem ser consumidas uma vez por dia, de preferência no lanche da manhã e, com o tempo, duas vezes: no lanche da manhã e no da tarde. São recomendáveis no intervalo ou após as refeições. O ideal para a criança é de três porções de frutas por dia de forma gradativa.
Pode se iniciar com: Banana- prata, pêra, mamão ou maça.
Depois de variar bem: Goiaba, ameixa, pêssego / Melão, manga, abacate etc.
No início é importante usar, de cada vez, apenas um tipo de fruta e fazer o revezamento no período de três dias, para a criança identificar melhor o sabor. 
Quantidade: no início pequena quantidade, aproximadamente duas colheres das de chá.  O volume pode ser gradativamente aumentado conforme aceitação da criança.  As frutas devem ser servidas imediatamente após o preparo para conservar o valor nutritivo. As frutas não devem ser adoçadas.
A introdução de papas antecede a de sucos. Eles devem ser servidos em um copinho, uma vez ao dia, após as refeições principais. A dosagem inicial pode ser de apenas 10ml, e gradativamente, aumentada até a dose máxima de 100ml.
O bebê deve tomar água várias vezes ao dia (no mínimo três vezes).  Recomendação diária de água de 6 a 12 meses - 800 ml – incluindo leite materno e alimentação complementar.
Do 7º ao 8º mês: Segunda papa (incluindo ovo inteiro cozido e peixe)
Peixe: ótima fonte de proteína e de ferro – ômega3 – oferecer em média duas vezes por semana, bem cozido.  Sugestão (badejo, linguado, pescada branca, salmão e cação).
Ovo: Fonte de proteína e alto valor biológico – vitaminas A, D, E, acido fólico, além de colina e minerais, zinco, selênio... Oferecer em média duas vezes por semana. Iniciar com um quarto de ovo e aumentar gradativamente, até chegar o ovo inteiro.  Deve ser sempre cozido.
Carne vermelha ou branca: Pode ser desfiada, moída  ou bem picadinha.
No início da introdução da alimentação complementar, o sal não deve ser adicionado às papas.
Não utilizar liquidificador
Do 9º ao 11º mês Gradativamente passar para a refeição da família  com ajuste da consistência.
No 12º mês: Comida da família – alimentação adequada.
As refeições servidas de maneira divertida e visualmente atraente despertam o interesse e abrem o apetite.
Cardápios coloridos.
Não associar a alimentação a brincadeiras, recompensas e castigos.
Respeitar os intervalos entre as refeições.

FAMILIARES DEVEM DAR EXEMPLO COM UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL!

Depoimento Adriana Kraus mamãe da Érika

Espaço reservado para histórias de sucesso na amamentação, de vitórias conquistadas, de superações alcançadas, enfim… histórias bacanas! Participe você também! Mande sua história para o email soniabia@gmail.com , que a gente publica!



domingo, 7 de agosto de 2016

Depoimento Camille Reis - Amamentação

Mamãe Camille Reis com a participação do seu filho Bernardo ( um fofo) deixando uma mensagem para o mês da Amamentação “ Agosto Dourado”.
Pois o leite materno  é a alimentação mais importante para o bebê nos primeiros anos de vida . É cientificamente comprovado os inúmeros benefícios do Leite Materno e os riscos de não amamentar. Portanto, neste mês  de Agosto, vamos incentivar esta boa prática das mães compartilhando lindas mensagens do Dia Mundial da Amamentação.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Depoimento de Mariane Barbosa - Aleitamento materno

Desde garotinha sonhei com a maternidade... Uma maternidade de filme/novela, uma maternidade na qual todos os nossos
desejos são realizados com simplicidade e facilidade; e, uma maternidade com parto normal e amamentação imediata. Talvez 
meu maior erro tenha sido esse... Idealizar muito! Também, idealizei o fato da minha mãe ter tido uma experiência muito positiva e sem grandes
complicações durante gestação, parto e amamentação, inconscientemente, contei que comigo também seria assim. 
Sou grata a Deus por ter permitido que engravidasse no segundo mês de tentativa, tive uma gestação saudável, tranquila e me mantive sempre ativa.
sou ainda mais grata a Ele por ter colocado alguns obstáculos. Com eles pude ser testada e ver o quanto sou forte!
Hoje, aos 31 anos, vivo a maternidade com uma bebê de 2 meses e tenho minha própria experiência para contar. Não foi fácil e não aconteceu da forma
como sempre sonhei e planejei, mas é minha história de luta, persistência e superação, com a qual espero poder motivar outras mães que estão passando
por alguma dificuldade.
Minha filha nasceu de 38 semanas por um parto de cesária, mesmo já estando encaixada e com 3 cm de dilatação, não foi possível esperar porque tive um
aumento repentino de pressão. Esse foi meu primeiro baque, mas meu maior consolo era de que a amamentação estava garantida, afinal desde a 24 semana de gestação já estava produzindo colostro. 
Meu colostro saiu com muito facilidade ainda na sala de recuperação após a cesária, mas para minha tristeza minha filha não pegou meu peito. Primeiro, meu bico
era plano e segundo, ela foi diagnosticada com o freio lingual. No quarto, várias tentativas e nenhum sucesso até que peguei o bico de silicone que havia comprado
sem nenhuma indicação ou orientação. Afinal, estava contando com a orientação da maternidade, mas a profissional passou no meu quarto somente no dia da minha alta, ou seja mais de 48 hs depois do nascimento da minha filha e eu não poderia deixar de alimentar minha filha durante tanto tempo. 
Para a minha alegria, ela pegou e mamou no bico de silicone, mas recebi alta da mesma forma como entrei.... Totalmente ignorante nesse universo de amamentação
e me contentando que com o bico de silicone estava tudo certo. Ficou tudo certo até me dar uma mastite porque não sabia da necessidade de ordenhar o excesso de leite e da minha bebê com 16 dias em uma consulta de rotina com a pediatra ter perdido peso. A dra pediu que retirasse o intermediário e comecei uma outra luta... Passei por diversos hospitais que tinham orientação no aleitamento materno e alguns profissionais que me atenderam à domicilio para me auxiliar. Contudo, 
a técnica da translactação não estava funcionando para mim e para minha bebê. Quando questiona só era orientada de que esse era o procedimento correto. Por fim, recorri a minha ginecologista que me indicou a Soninha! Nosso primeiro contato foi pelo Whats Up, no qual relatei todos os problemas que estava enfrentando e se ela conseguiria me ajudar para que minha filha conseguisse mamar no peito. A voz dela me tranquilizou e agendamos uma consulta. Ela passou novas orientações... Em uma semana minha filha reagiu super bem e já estava mamando no peito exclusivamente e livre demanda.
Depois das dificuldades que enfrentei vi o quanto durante a gestação me preocupei com coisas superfulas e desconsiderei outras extremamente necessárias. Se eu pudesse fazer diferente com certeza teria procurado ajuda de um profissional capacitado para desde o início ter uma orientação adequada. Obrigada soninha por fazer parte da realização de um sonho! Amamentação! 

sábado, 14 de novembro de 2015

Depoimento

Alessandra Prado

5 dias atrás  -  Compartilhada publicamente
 
Quando o peito doí e chora .... Leite!
Meu filho demorou 23 dias para mamar no peito! Sim vinte e três longos dias! Amamentar não é um processo fácil e simples como parece para algumas mulheres e bebês... por isso a importância de bons profissionais para orientar e incentivar a amamentação demore o quanto demorar para acontecer!!! Pois o leite materno é o melhor alimento que podemos dar. Ele alimente o corpo e o coração! E amo amamentar meu filho e sei que é o melhor para ele!!!!!!!!  <3 <3 <3 <3<3 <3 <3
Eu fui convidada a contar isso para incentivar outras mães a insistirem na amamentação! E o vou fazer aqui!
Assim que nasceu meu bebê foi colocado no meu colo (um dos procedimentos na maternidade). Uma enfermeira procurou posicioná-lo no seio e embora ele até estalou os beiços querendo mamar ele não conseguiu pegar o bico do seio e o fazer... a enfermeira numa brincadeira ou ironia falou “Você acha que eu vou ficar ordenhando leite para ti” e ele chorou (choro junto agora só de lembrar)!!! Ela corrigiu-se e falou que era brincadeira! Mas esta situação iria marcar nosso processo! Não que tenha sido decisiva para ele aprender ou não a mamar, creio que não! Contudo, em alguns momentos destes 23 dias fez com que soubesse que desde o parto, desde o primeiro momento, amamentar não foi natural como imaginava!
O período que fiquei na maternidade meu bebê mamou umas 4 ou 5 vezes e em todas elas eu precisei de um profissional que me ajudasse! O Arthur nasceu dia 9/9 as 21:58 depois de um processo de indução do parto que durou 32 horas. Isso fez com que quisesse sair logo da maternidade, mesmo com esta dificuldade! Talvez tenha sido um erro, pois nem eu nem meu bebê havíamos aprendido como é mamar no peito!!! Mas já era o quarto dia dentro do hospital e queria ir para casa!! Nossos hospitais públicos não são tão confortáveis como gostaríamos!
Fui para casa dia 11 no início da noite, que seria bem longa, pois ele não pegava o peito! No dia seguinte voltei a maternidade para pedir ajuda ao banco de leite, pois meu peito estava entumecido, o que dificultava ainda mais a amamentação. Lá ele recebeu o meu leite, mas por meio de uma seringa... e seria assim por um bom tempo! Fui para casa ainda sem termos aprendido como o fazer. Pedi no banco de leite indicação de profissionais que pudessem me ajudar e consegui o nome da Soninha, assim como de uma empresa onde poderia alugar a bomba elétrica para a princípio somente os primeiros dias. No sábado comprei uma bomba manual, pois a tal empresa não trabalha aos finais de semana, entre uma tentativa e outra ele se alimentava um pouco (não o suficiente!) por uma seringa com o meu leite! Foi mais um dia e noite bem longos (Quem tem bebê pequeno sabe o quanto 24 horas é uma eternidade) . O dia seguinte fui novamente ao banco de leite, agora do hospital regional que funciona 24 horas. Sim, este serviço, embora essencial, na maioria dos hospitais, só funciona em período comercial ! Fui sozinha, sem meu bebê, somente para ajudarem a retirar o excesso de leite. Chegando em casa uma vizinha enfermeira me ajudou e meu bebê mamou no peito novamente. Neste ínterim entramos em contato com a Soninha Silva e domingo dia 13 ela veio à minha casa orientar-me de como usar a bomba elétrica, de como insistir com paciência e respeito ao meu bebê para que este processo pudesse acontecer sem que meu leite secasse e mamar não ficasse tão aversivo para ele. Nestes 23 dias a Soninha ligou algumas vezes, em outro momento nos encontramos pessoalmente, e orientou e incentivando a insistir na amamentação no peito!
Ao longo destes 23 dias outros profissionais me auxiliaram também, mas destaco a odontopediatra Marisa Salvador Dominguez que avaliou meu bebê quanto a um possível problema no freio da língua (língua presa) e mais uma vez na pega correta!
Para não me estender! Quero destacar que é preciso muita paciência e orientação, pois surgem muitas dúvidas e dificuldades quando este processo não é tão natural quanto gostaríamos!
É possível, mesmo que demore, o bebê mamar no peito! E não há nada melhor para o bebê e mais encantador que a carinha do meu filho após a mamada!

Obrigada por toda ajuda Soninha!